- Tudo e, de vez em quando, livros
- Posts
- Nos últimos minutos de janeiro
Nos últimos minutos de janeiro
Feliz ano novo, perdoe a demora
Serei breve e tentarei não dividir o texto dessa vez.
Todo mês eu fico pensando em qual assunto trazer para a newsletter do mês e isso faz com que ela sempre passe do prazo que eu me dou para enviar, então dessa vez não escolhi um tema, por ser a primeira do ano.
Desde o último texto, sinto que muita coisa aconteceu internamente, mas nem tantas externas. E é engraçado me ver nesse paradoxo, porque o começo do ano nunca foi como um reset do ano anterior para mim. Nunca senti que a meia-noite tudo muda. Mas esse ano, enquanto passava o Ano Novo com pessoas que conheci pela primeira vez no dia 31 de dezembro, ao lado da minha melhor amiga, quis acreditar que seria, sim, tudo diferente.
No ano passado, iniciei projetos que não conclui, fui criando ideias do que queria fazer em janeiro que fosse diferente dos anos anteriores para as minhas redes sociais, anotei novas ideias com mais detalhes para livros, fiz planos mirabolantes e acreditei que, depois de um ano afundando em tristeza, ansiedade e desespero, com medo de desaparecer, perder a importância para quem se importa, finalmente iria conseguir me reerguer seja lá de onde eu havia caído.
Mas quebrei a cara muitas vezes desde o dia primeiro. De formas bobas, com coisas que só eram verdade na minha cabeça. Porque no fim, a única coisa que me impede de crescer e avançar estou sendo eu.
Aquele romance que estava escrevendo e adiantei ao máximo caso fosse selecionado naquele concurso, ficou parado por semanas, depois dias, depois semanas, porque ele toca em temas que me estressam e sinto o tempo todo que estou escrevendo errado. Eu tento muito dar o tratamento que ele merece, mas por algum motivo parece nunca ser o suficiente. E eu quero que dê certo.
Aquela outra história, SNFNL, que quero muito que chegue nas mãos de quem gosta das histórias que escrevo precisou de mais um adiamento, por questões que não me cabem, e sinto que estou falhando nisso também. Sei que não é culpa de ninguém, mas tenho medo de perder a empolgação quando finalmente acontecer. Eu quero dar o meu melhor para fazer com que seja um sucesso.
As metas que criei para mim mesme, não estou cumprindo. Sei que sou eu quem me impeço, mas ser adulto é tão exaustivo quando você está tentando fazer o seu nome.
Mas sabe de uma coisa? Após ouvir vários elogios de uma pessoa que estava me dando um fora, decidi que já deu. Preciso parar de me impedir de alcançar meus objetivos, preciso ser menos racional sobre o que pode dar errado e apenas acreditar que vai dar certo. Porque esse me aprece o caminho mais sensato para que minhas ideias tenham sucesso, as de escrita e as pessoais.
Se aprendi a me amar, do jeito que eu sou, sem pedir desculpas por existir, então posso aprender a confiar que sempre dou e entrego meu melhor. Preciso lembrar que não existe versão final sem que existam o rascunho e todas as outras versões.
Reforço aqui, mais uma vez, o meu desejo de que esse ano seja feliz para cada um que me lê.
Pois janeiro pode ter parecido um ano inteiro, mas a gente sabe que esse momento no tempo só começa de verdade depois do Carnaval.